A nova reforma trabalhista trouxe diversas mudanças a saúde e segurança do trabalho.

Aprovada em julho de 2017, a reforma trabalhista entrou em vigor em novembro do mesmo ano, com o objetivo de tornar o regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) mais flexível e atualizar algumas questões que estão se tornando cada vez mais constantes no mercado de trabalho. As principais alterações abordam temas como férias, demissão, jornada de trabalho, terceirização e trabalho remoto.

Entretanto, essa nova lei trouxe à tona diversas questões bastante importantes e que causaram um forte impacto e trouxeram mudanças para a saúde e segurança do trabalho. Para entender melhor quais são elas, confira abaixo as principais consequências da reforma para a saúde do trabalhador:

4 consequências da Reforma Trabalhista para a saúde do trabalho

Jornada de Trabalho

A nova lei trabalhista estipula que a jornada de trabalho passa a ter um prazo máximo de 44 horas semanais, 220 horas mensais e até 12 horas diárias — desde que se respeite as 36 horas subsequentes de descanso. Outra mudança na jornada de trabalho é o tempo de descanso, que passa a ser de no mínimo 30 minutos.

Essa jornada mais longa pode prejudicar negativamente a saúde dos trabalhadores, podendo desencadear estresse, desgaste e cansaço excessivo, o que aumenta as chances de que ocorram erros e acidentes durante a execução das atividades.

Terceirização

A nova reforma permite a contratação de empresas terceirizadas para realização de funções relacionadas às atividades principais de um determinado negócio.  Porém, de acordo com dados apresentados pelos políticos durante os debates sobre o tema, oito em cada 10 acidentes de trabalho com gravidade acontecem com trabalhadores terceirizados.

Esse número elevado é justificado pelo fato de a maioria das empresas terceirizadas ser de pequeno porte, o que faz com que elas não tenham tantos recursos e acabem investindo muito pouco em Equipamentos de Proteção Individual e segurança do trabalho. Infelizmente, com esse novo cenário, a tendência é que ocorra um grande aumento nos acidentes de trabalho envolvendo esses profissionais.

Insalubridade para mulheres grávidas

Antes da reforma, as mulheres grávidas ou lactantes, por lei, não poderiam trabalhar em ambientes insalubres de qualquer grau. Porém, agora as grávidas e lactantes podem trabalhar nessas condições, independentemente do grau. Para isso, entretanto, a empresa precisa apresentar um atestado médico garantindo que não haverá nenhum risco para a mulher e para o bebê.

Trabalho Remoto (Home Office)

Muitas empresas estão optando por contratar profissionais que trabalham remoto, porém a nova lei determina que as empresas assumam as despesas dos trabalhadores e formalizem isso por meio de um contrato. Além disso, agora o horário feito pelo trabalhador será computado pela quantidade de tarefas executadas por ele.

A grande preocupação desta mudança em relação à saúde do trabalho é que não será possível controlar a quantidade de horas extras feitas pelo trabalhador, o que pode prejudicar negativamente a sua saúde e bem-estar.

Fonte: tuiuti

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