Nesse anos trabalhando no segmento segurança do trabalho sempre nos deparamos com a questão de segurança do trabalho vs produtividade.

Ora o empregador que reclama, ora o trabalhador reclama. A segurança do trabalho muitas vezes é vista como empecilho…

Fato é que produtividade e segurança são lados da mesma moeda. Não é saudável “A guerra entre Segurança e Produtividade”. Não é preciso escolher apenas uma.

Se você ainda pensa assim, é provável que sua empresa tenha uma ou mais dos seguintes problemas:

– Você e sua empresa não possui uma estratégia de segurança verdadeira e abrangente.

– Sua estratégia de segurança foi desenvolvida no vácuo! Certamente a empresa não tem aplicado às melhorias que, por exemplo, um PPRA bem elaborado e implementado provoca.

– Você ou sua empresa pregaram em seus trabalhadores a mentalidade de que a segurança é o inimigo da produtividade.

Diagnosticar o problema é primeiro passo para fazer a gestão de SST (saúde e segurança do trabalho) romper de uma vez por todas.

DETERMINANDO O FATOR MATURIDADE

Uma das formas de corrigir esse problema é diagnosticar o nível de maturidade da gestão de segurança da empresa.

No livro “Mudança Cultural Orientada por Comportamento” os autores dão ótimas dicas para ajudar a diagnosticar a maturidade da gestão de segurança da empresa.

Os parâmetros são o seguinte:

Taxa de Frequência maior do que 20 # Cultura do Choque

– Espírito vigente: Ausência praticamente total de uma cultura de segurança.

Só existe movimento na área de segurança quando acontece algum acidente que choca às pessoas. Após a crise volta tudo ao normal.

– O sujeito da cultura: Ausente.

Taxa de Frequência em torno de 5 # Cultura do Conflito

– Espírito vigente: Uma “comissão” é constituída para brigar pela segurança e saúde no trabalho (SESMT).

Regras, legislação, são as armas pelo SESMT e outros órgãos de segurança para impor a segurança.

– O sujeito da cultura: ELES mandam, definem, orientam.

Taxa de Frequência em torno de 1 # Cultura da Consciência

– Espírito vigente: As pessoas possuem nível de consciência crescente.

Não precisam ser vigiadas para usar EPIs, e cuidar de si mesmas no que se refere a sua  segurança no trabalho.

Vivenciam a gestão de segurança em todos os seus processos.

– O sujeito da cultura: EU sei, faço, oriento e decido adequadamente.

Taxa de Frequência em torno de 0,2 # Cultura do Cuidado

– Espírito vigente: As pessoas cuidam umas das outras.

No comando da empresa um estado de serenidade e qualidade de vida coexiste com ótimos resultados nos negócios.

– O sujeito da cultura: NÓS cuidamos uns dos outros espontaneamente.

O QUE FAZER PARA DESENVOLVER UMA CULTURA DE SST MAIS MADURA NA EMPRESA?

O primeiro ponto é fazer a liderança de a empresa entender que segurança do trabalho faz parte do negócio, e que dezenas de benefícios são atraídos quando a empresa cuida melhor dos seus.

Esse trabalho é para médio e longo prazo! Assim como as pessoas não conseguem mudar radicalmente de uma hora para outra, as empresas não conseguem.

É preciso um trabalho contínuo e árduo entre liderança da empresa e SESMT (não necessariamente nessa ordem) para que a maturidade da cultura se estabeleça, e assim, naturalmente os resultados vão aparecer.

CONCLUSÃO

A segurança demonstrou ser um amigo, não um inimigo, de produtividade. As organizações mais seguras são regularmente as mais produtivas e vice-versa.

Ambiente de trabalho não tem haver somente com documentação! Muitas empresas tem muito papel e pouca segurança prática e forma genuína.

A segurança não é atividade conflitante! É como a empresa produz, se ela pensa e busca age produzindo de forma segura em todos os níveis do processo produtivo. Isso faz toda a diferença.

Coloque essas duas questões críticas em volta da mesa de planejamento  de trabalho e produtividade todo o dia. Produção e segurança devem andar juntas.

Não é segurança vs produção. É uma produção segura.

 

Fonte: http://segurancadotrabalhonwn.com

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